Coordenadas dos Amigos Contatados

Coordenadas dos Amigos Contatados
Esta é a relação oficial e final dos amigos encontrados, e seus pares, visando a Festa do COPA 50 Anos Depois

domingo, 12 de setembro de 2010

AMACORD 2

...Outro combate, muito legal era a guerra dos escudos com bolas de meia. Os dois grupos adversários tentavam , estrategicamente, combater os oponentes , tendo as boladas que acertar qualquer parte do corpo quando então, eliminaria o “inimigo”, até o último “gladiador tombar”!!
... Lembram do Gil Meira ( o laçador de carro – esta história fica para depois), pois o Gil, bem, estávamos na fase de aprender a laçar e o Gil, o sábado todo passou com laço, tentando laçar tudo que encontrava pela frente e com o laço preso no punho, após algumas voltas com o laço acima da cabeça, atirou-o contra um automóvel que passava e desastrosamente laçou seu pára-choque e não tendo tempo de retirar a laçada do punho foi arrastado, pipocando pelo calçamento enquanto gritávamos desesperados para que o carro parasse!! Foi tragi-cômico e felizmente restaram, além do tremendo susto, apenas alguns cortes e arranhões por todo o corpo e muito boas risadas, comentários e pegada no pé por muito tempo!!
E falando em carro, espetacular o roteiro automobilístico , multimarcas, do Carlos Ari.
E, enquanto isso, na Tobias de  Baixo... desfilavam os bólidos Dodge Kingsway 1950 do pai, foto original captada pelas lentes espertas da época, na casa da praia em Tramandaí, o Ford 1951 do vô Hermínio, a Mercury 1952 da vó Santinha, entre outros. Foi no Dodgão '50 que com 13 anos iniciei minhas primeiras peripécias automobilísticas. Os primeiros treinos práticos eram incansáveis idas e vindas dentro do retângulo da garagem e o portão da rua, nos quais fiquei especialista na marcha ré e na primeira; e a volta na pracinha era o limite da ousadia.

Todo sábado, lá estava ele de macacão de mecânico. A oficina era metodicamente organizada com cada ferramenta no seu devido lugar. Como engenheiro, tio Bento, pai do Bento José e do Flávio, entendia tudo da mecânica do motor que montava e desmontava de olhos fechados e na segunda feira lá estava o Citroen 1948 (?) preto, roncando de ré, lomba abaixo na 58, apto para nos levar para o Instituto de Educação. Outro “bólido comentado era o Vanguard 51, preto do Lilito, pai do Beto, mais conservado pois andava quase sòmente nos fins de semana e os pneus ainda eram os originais, de bandas realmente ainda brancas. Já o Ivo Tonin, pai do Bileco tinha um Aero Willys, outra carona espetacular quando o pai estava disponível.
A memória me foge e outros veículos (?) deviam circular nas redondezas, num total insignificante de carros o que nos proporcionava muitas horas ininterruptas, despreocupadas, de “football” no meio da rua. Em alguns sábados à tarde, era no dodgão 50 que o pai levava os dois times – apertados que nem sardinha - América e Perigoso, para jogar no campo da Brigada Militar, na Aparício Borges!
... Dos bondes “gaiola” bem, deles me lembro que “furtávamos” da dispensa, as caixas de fósforos ainda com o lacre e, com os pauzinhos enfileirados um a um, paciente e criteriosamente dispostos, ao longo dos trilhos do bonde, aguardávamos com ansiedade sua passagem só para ouvirmos o metralhar das cabeças dos fósforos explodindo à guisa de um combate sub urbano, sob o rodado metálico, do Gaiola que sacudia quase nauseantemente e, então, assistíamos eufóricos ao feito vencedor!! A outra “sacanagem” era encurtar o cabo do braço que conectava com o fio elétrico, aproveitando o lapso de tempo que motorneiro e cobrador tomavam seu “cafezinho” no boteco da rua Portuguesa e desvirávamos os bancos no sentido contrário; era não ter o que fazer mesmo!! Ao trocar de trilho, invariavelmente o braço deslocava causando uma parada brusca no bonde!! As risadas vinham acompanhadas do coro de xingamento dos funcionários da Carris.
Para encerrar este “revival” de emoções, e quantas, algumas dos carnavais da SAT já tão bem lembrado pela Lenora. Em verdade vos digo a SAT era quase no quintal lá de casa, bastava atravessar a Riachuelo e a porta da Boate era nossa entrada lateral. Do alpendre de casa não só visualizávamos a movimentação do entra e sai, termômetro que a festa seria boa, ou um fracasso – fato muitíssimo raro - como também , ouvíamos a música do Baldaulf, prevendo já, os acordes seguintes.
Na foto ao lado, este que vos escreve estas mal traçadas linhas, no auge de seus, o que, oito, nove anos , num dos bailes de carnaval infantil, sábado à tarde, obviamente, exibindo um modelo inédito trazido, de presente, de Buenos Aires, sentindo- se o Roy Rogers em pessoa. Notem que além do cinturão com DOIS COLDRES equipados com revolveres 38 com espoletas (réplicas perfeitas é claro) empunha na mão esquerda uma banana!? Isso mesmo uma banana – bisnaga – que continha a arma mais “letal” do baile o terrível e muito temido - SANGUE DO DIABO –
Segue a fórmula “secreta” para quem quiser usar no dia 18 próximo vindouro!
Meio copo de água potável
4 gotas de um produto de limpeza com amoniáco (ex: ajáx)
1 comprimido de Lacto-purga
Meio copo de álcool comum
Filtre a mistura e coloque em um frasco de desodorante vazio, ou numa banana!!, e pronto ...pode brincar de molhar...
O TERROR das menininhas do baile pois enquanto desfilavam suas belas, maravilhosas e alvas fantasias de fadinhas, melindrosas e outras tantas bem produzidas ou outras rápida e inteligentemente improvisadas, eram sorrateiramente atingidas pelos jatos “ espraiados “ de sangue do diabo, que manchavam de vermelho vivo seus modelitos. A infeliz contemplada, vendo sua roupa toda “ ensangüentada”, corria aos prantos para sua mesa. Daí, acompanhada da mãe, partiam enfurecidas para a secretaria do clube reclamar! Com o salão e as dependências do Clube invariavelmente lotados, já que O CARNAVAL DA SAT ERA O MELHOR DE TODA A ORLA MARÍTIMA, “risos”, o tempo de demora até a sala da secretaria era o tempo necessário para a substância evaporar sem deixar vestígios do crime!! Claro que não tardava sermos identificados, até porque em alguns casos com maior repercussão acompanhávamos de tocaia o desfecho da ocorrência e, no auge da satisfação, a queixosa boquiaberta, não entendendo mais nada, verificava que sua fantasia estava em perfeito estado - estava chorando e reclamando porquê - ?! Era o máximo da glória e tão logo recuperávamos o fôlego após muita risada, procurávamos nova vítima!!
Importante comentar que éramos vigiados pelos diretores e alguns (colaboradores) leões de chácara do Clube que tentavam exaustiva e pacientemente manter a ordem e o decoro do salão. Neste particular não poderia deixar de mencionar o nosso saudoso e carinhosamente chamado Arturito que zelosa e incansavelmente intermediava as rusgas conseqüentes de nossas “brincadeiras” e tentava em vão, convencer-nos a não usar tais artefatos!!
...Lá pelos idos de 1962, a foto não me deixa mentir... as irmãs Ulrich, as irmãs Bocaccio e a prima Vanise formavam o belo bloco das “ arrumadeiras” , o que iriam arrumar... !? Iniciand, pela esquerda, a Carmem com o Sérgio, a Meieno com o Décio, a Roseli, a Lia, a Memeis, a Lúcia com o Eduardo e a Vanise com Milton. Era mais um dos tantos carnavais “SATíricos” ou “SATânicos” de Tramandaí.

Espero ter reacendido momentos da infância de uns, adolescência de outros , que o tempo permite sim, fazer relembrar !
Um forte abraço a todos os e as COPENSES! ATÉ NOSSA JANTA!

Autor: XYKO BOCACCIO

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