...Outro combate, muito legal era a guerra dos escudos com bolas de meia. Os dois grupos adversários tentavam , estrategicamente, combater os oponentes , tendo as boladas que acertar qualquer parte do corpo quando então, eliminaria o “inimigo”, até o último “gladiador tombar”!!
... Lembram do Gil Meira ( o laçador de carro – esta história fica para depois), pois o Gil, bem, estávamos na fase de aprender a laçar e o Gil, o sábado todo passou com laço, tentando laçar tudo que encontrava pela frente e com o laço preso no punho, após algumas voltas com o laço acima da cabeça, atirou-o contra um automóvel que passava e desastrosamente laçou seu pára-choque e não tendo tempo de retirar a laçada do punho foi arrastado, pipocando pelo calçamento enquanto gritávamos desesperados para que o carro parasse!! Foi tragi-cômico e felizmente restaram, além do tremendo susto, apenas alguns cortes e arranhões por todo o corpo e muito boas risadas, comentários e pegada no pé por muito tempo!!
E falando em carro, espetacular o roteiro automobilístico , multimarcas, do Carlos Ari.E, enquanto isso, na Tobias de Baixo... desfilavam os bólidos Dodge Kingsway 1950 do pai, foto original captada pelas lentes espertas da época, na casa da praia em Tramandaí, o Ford 1951 do vô Hermínio, a Mercury 1952 da vó Santinha, entre outros. Foi no Dodgão '50 que com 13 anos iniciei minhas primeiras peripécias automobilísticas. Os primeiros treinos práticos eram incansáveis idas e vindas dentro do retângulo da garagem e o portão da rua, nos quais fiquei especialista na marcha ré e na primeira; e a volta na pracinha era o limite da ousadia.
Todo sábado, lá estava ele de macacão de mecânico. A oficina era metodicamente organizada com cada ferramenta no seu devido lugar. Como engenheiro, tio Bento, pai do Bento José e do Flávio, entendia tudo da mecânica do motor que montava e desmontava de olhos fechados e na segunda feira lá estava o Citroen 1948 (?) preto, roncando de ré, lomba abaixo na 58, apto para nos levar para o Instituto de Educação.
Outro “bólido comentado era o Vanguard 51, preto do Lilito, pai do Beto, mais conservado pois andava quase sòmente nos fins de semana e os pneus ainda eram os originais, de bandas realmente ainda brancas. Já o Ivo Tonin, pai do Bileco tinha um Aero Willys, outra carona espetacular quando o pai estava disponível.
Outro “bólido comentado era o Vanguard 51, preto do Lilito, pai do Beto, mais conservado pois andava quase sòmente nos fins de semana e os pneus ainda eram os originais, de bandas realmente ainda brancas. Já o Ivo Tonin, pai do Bileco tinha um Aero Willys, outra carona espetacular quando o pai estava disponível.A memória me foge e outros veículos (?) deviam circular nas redondezas, num total insignificante de carros o que nos proporcionava muitas horas ininterruptas, despreocupadas, de “football” no meio da rua. Em alguns sábados à tarde, era no dodgão 50 que o pai levava os dois times – apertados que nem sardinha - América e Perigoso, para jogar no campo da Brigada Militar, na Aparício Borges!
... Dos bondes “gaiola” bem, deles me lembro que “furtávamos” da dispensa, as caixas de fósforos ainda com o lacre e, com os pauzinhos enfileirados um a um, paciente e criteriosamente dispostos, ao longo dos trilhos do bonde, aguardávamos com ansiedade sua passagem só para ouvirmos o metralhar das cabeças dos fósforos explodindo à guisa de um combate sub urbano, sob o rodado metálico, do Gaiola que sacudia quase nauseantemente e, então, assistíamos eufóricos ao feito vencedor!! A outra “sacanagem” era encurtar o cabo do braço que conectava com o fio elétrico, aproveitando o lapso de tempo que motorneiro e cobrador tomavam seu “cafezinho” no boteco da rua Portuguesa e desvirávamos os bancos no sentido contrário; era não ter o que fazer mesmo!! Ao trocar de trilho, invariavelmente o braço deslocava causando uma parada brusca no bonde!! As risadas vinham acompanhadas do coro de xingamento dos funcionários da Carris.Para encerrar este “revival” de emoções, e quantas, algumas dos carnavais da SAT já tão bem lembrado pela Lenora. Em verdade vos digo a SAT era quase no quintal lá de casa, bastava atravessar a Riachuelo e a porta da Boate era nossa entrada lateral. Do alpendre de casa não só visualizávamos a movimentação do entra e sai, termômetro que a festa seria boa, ou um fracasso – fato muitíssimo raro - como também , ouvíamos a música do Baldaulf, prevendo já, os acordes seguintes.
Na foto ao lado, este que vos escreve estas mal traçadas linhas, no auge de seus, o que, oito, nove anos , num dos bailes de carnaval infantil, sábado à tarde, obviamente, exibindo um modelo inédito trazido, de presente, de Buenos Aires, sentindo- se o Roy Rogers em pessoa. Notem que além do cinturão com DOIS COLDRES equipados com revolveres 38 com espoletas (réplicas perfeitas é claro) empunha na mão esquerda uma banana!? Isso mesmo uma banana – bisnaga – que continha a arma mais “letal” do baile o terrível e muito temido - SANGUE DO DIABO –Segue a fórmula “secreta” para quem quiser usar no dia 18 próximo vindouro!
Meio copo de água potável4 gotas de um produto de limpeza com amoniáco (ex: ajáx)
1 comprimido de Lacto-purga
Meio copo de álcool comum
Filtre a mistura e coloque em um frasco de desodorante vazio, ou numa banana!!, e pronto ...pode brincar de molhar...
O TERROR das menininhas do baile pois enquanto desfilavam suas belas, maravilhosas e alvas fantasias de fadinhas, melindrosas e outras tantas bem produzidas ou outras rápida e inteligentemente improvisadas, eram sorrateiramente atingidas pelos jatos “ espraiados “ de sangue do diabo, que manchavam de vermelho vivo seus modelitos. A infeliz contemplada, vendo sua roupa toda “ ensangüentada”, corria aos prantos para sua mesa. Daí, acompanhada da mãe, partiam enfurecidas para a secretaria do clube reclamar! Com o salão e as dependências do Clube invariavelmente lotados, já que O CARNAVAL DA SAT ERA O MELHOR DE TODA A ORLA MARÍTIMA, “risos”, o tempo de demora até a sala da secretaria era o tempo necessário para a substância evaporar sem deixar vestígios do crime!! Claro que não tardava sermos identificados, até porque em alguns casos com maior repercussão acompanhávamos de tocaia o desfecho da ocorrência e, no auge da satisfação, a queixosa boquiaberta, não entendendo mais nada, verificava que sua fantasia estava em perfeito estado - estava chorando e reclamando porquê - ?! Era o máximo da glória e tão logo recuperávamos o fôlego após muita risada, procurávamos nova vítima!!
Importante comentar que éramos vigiados pelos diretores e alguns (colaboradores) leões de chácara do Clube que tentavam exaustiva e pacientemente manter a ordem e o decoro do salão. Neste particular não poderia deixar de mencionar o nosso saudoso e carinhosamente chamado Arturito que zelosa e incansavelmente intermediava as rusgas conseqüentes de nossas “brincadeiras” e tentava em vão, convencer-nos a não usar tais artefatos!!
...Lá pelos idos de 1962, a foto não me deixa mentir... as irmãs Ulrich, as irmãs Bocaccio e a prima Vanise formavam o belo bloco das “ arrumadeiras” , o que iriam arrumar... !? Iniciand, pela esquerda, a Carmem com o Sérgio, a Meieno com o Décio, a Roseli, a Lia, a Memeis, a Lúcia com o Eduardo e a Vanise com Milton. Era mais um dos tantos carnavais “SATíricos” ou “SATânicos” de Tramandaí.
Espero ter reacendido momentos da infância de uns, adolescência de outros , que o tempo permite sim, fazer relembrar !
Um forte abraço a todos os e as COPENSES! ATÉ NOSSA JANTA!
Autor: XYKO BOCACCIO




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