Naqueles idos tempos de 1954 ou 55, o Nelson Azambuja, com os seus dez, onze anos, já namorava a minha amiga de sempre Selene, entre nós apenas Lene. O Nelson tem um irmão, o Nei, que sendo exatamente um ano mais novo que o meu irmão Toninho, teria naquela época os seus onze ou doze anos de idade. Como brincávamos sempre juntos e o Nei era bem bonitinho, até por facilidade do arranjo, comecei a "arrastar uma asa" para o seu lado. Com isso, se a coisa desse certo, a melhor consequência de toda a história é que a Lene e eu seríamos cunhadas, fortalecendo ainda mais a nossa amizade, já tão consolidada. Coisas de gurias daquela época; penso que hoje em dia as idéias dominantes sejam bem diversas daquelas que predominavam antigamente.
A idéia fortaleceu-se de tal forma que me foi entusiasmando e o meu coraçãozinho, da transição infância-adolescência, passou a aprová-la e cultivou outros sentimentos. Tão mais importantes, que um dia me animei a escrever a minha primeira poesia:
"Na terra nasce a flor
E no meu coração
Irraizou-se o amor."
Acabou não dando em nada, como poderia ter dado. Mas outros amores aconteceram, como era normal, e a vida continuou trilhando o seu destino.
A provocação está lançada! Penso que, com um convite como esse, o Nei não poderá mais furtar-se a comparecer ao nosso grupo dos amigos do COPA. Nem que seja para contar a sua versão.
Beijo a todos.
Autor: MARIA DO CARMO LANDELL DE MOURA (CAMO).
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