A Comissão Organizadora decidiu, como razoável, que todos os antigos amigos do COPA, que aceitassem o convite de participar desse Blog, escrevessem e postassem uma pequena coluna que servisse como apresentação pessoal aos demais amigos, para tornar mais fácil o reconhecimento de todos entre si. Coisa bem simples, sem rebuscamentos e, sobretudo, tão espontânea quanto possível. Como sou bem obediente, aí vai a minha apresentação, em que toda a ênfase será colocada para mostrar a minha ligação com o COPA.
Eu sou o Nelson Azambuja, que morava inicialmente na Tobias Barreto, 457, lá em cima, na frente do Carlos Ary e do Antônio Celso, depois da pracinha. Depois me mudei para a Paisandu, 531, penúltima casa à direita de quem sobe, vizinho da Carmem Maria, Rosely, Lia e Lenora e em frente ao Deco (Carlos Alberto Nascimento). Andei mudando de, e para essas mesmas casas (ninguém consegue abandonar o Partenon), por curtos espaços de tempo. A coisa mais importante que me aconteceu naquele tempo foi que ali, no bairro, conheci a minha namoradinha, que viria a ser a minha esposa até agora, a Selene V. de Oliveira (Lene). Não demora nada ela vai escrever a sua própria apresentação pessoal.
Naquele tempo eu até que jogava uma bolinha legal (deixando a modéstia um pouquinho de lado) e então fui convidado, se não estou enganado (como isso é fácil hoje...), pelo Mário Augusto e o Nelson Machado, a integrar o time de futebol e futebol de salão de um grupo de meninos da Tobias Barreto que então parece que se chamava COMETA. O Dr. Júlio Bocaccio, da Tobias Barreto, era, digamos, o dono do time e lembro muito bem que ele me fez assinar uma ficha de inscrição que era um verdadeiro Contrato (quem vai se lembrar disso é o Francisco - Chico - Bocaccio). Logo o pequeno Clube cresceu e transformou-se no COPA, mas essa é uma outra história que ainda será contada nesse blog.
Participei ativamente, como todos, de todas as atividades esportivas e sociais do COPA até o ano de 1961 quando eu, com os meus dezessete anos, concluí o então "Científico" no Júlio de Castilhos e fui tratar do meu primeiro vestibular, no qual, aliás, não fui bem sucedido. Naquele mesmo fim de ano, meu pai, Carlos Ferreira de Azambuja, então trabalhando na Varig, transferiu-se para São Paulo com toda a família, onde permaneci até o final do ano seguinte realizando o cursinho pré-vestibular.
Ao final daquele ano, com a desculpa de fazer o vestibular em Porto Alegre, mais fácil que em São Paulo - preciso dizer que eu queria mesmo era vir para perto da minha namoradinha Selene? -, retornei para a minha cidade natal e para as atividades do COPA. Já era o início do ano de 1963.
Continuamos participando do convívio com os amigos do COPA, menos ativamente, é verdade, porque as disciplinas da Escola de Engenharia não me davam folga, até o início do ano de 1966 quando, Selene e eu, resolvemos virar adultos e casar (podem deixar que vamos postar foto do casamento com alguns amigos do COPA). Daí para a frente, fim da adolescência, faculdade, emprego e vida de casado, os encontros passaram a rarear e foi, mais ou menos assim, que terminou a minha (já então nossa) participação junto às atividades do COPA.
Entretanto, aproveito a oportunidade para dizer, nunca esqueci dos tempos nem dos amigos do COPA. Mais do que isso - tenho amigos daquele tempo que são testemunhas -, desde os últimos anos tenho sempre alimentado a esperança de ver acontecer um encontro com os remanescentes daquela época. Acho que estou muito próximo de ver esse desejo se realizar, de voltar a rever pelo menos alguns dos co-responsáveis por uma época inesquecível.
Oi Nelson,
ResponderExcluirSempre tivesse o privilégio de ter bons vizinhos e gloriosamente cercado de bela vizinhança eih?!
Vizinhos de outrora é claro!
Meu prezado amigo Vanderlei:
ResponderExcluirPerfeitamente! E muito me orgulho disso! O Coronel Azambuja sabia das coisas, meu chapa!
Um abração.
Nelson.