Aqui vai minha contribuição para a coletânea literária.
Com toda nossa alegria
Ouvimos a convocação
Para que no grande dia
Abracemos de coração
50 ou 60 não importa
Apesar da nossa idade
Nada vai impedir
O coração de sentir
Sempre a grande amizade
Demos graças ao bom Deus
Estamos matando a saudade
Pois, notícia alvissareira
O baile, a janta, a dança
Isso é curtir, brincadeira
Saúde, brinde, lambança
Autor: MARIA INÊS BOCACCIO DE YALUK
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sábado, 24 de julho de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
COPA 50 ANOS
A provocação do Nelson fez reviver o cenário de nossa infância e adolescência, fez as velhas árvores voltarem a florescer, as casas antigas rejuvenescerem, o ar ficar mais leve e o céu mais claro; as noites, antes lúgubres e vazias, voltarem a se encher da algazarra de vozes infantis, do clarão de fogueiras de São João, de cantigas de roda e do ruído de mil correrias de crianças, de vozes de mães chamando pelos filhos, anunciando o toque de recolher. Naqueles tempos, há cinqüenta anos, Paissandu e Tobias Barreto eram refúgios protegidos contra todos os males do mundo, que ficava longe, muito longe, lá no centro da cidade, aonde íamos de bonde ou à vezes de lotação, espremidos num velho Lincoln 1951, entre mais nove passageiros.
Nelson nos trouxe de volta as chaminés em forma de galo e as fumaças dos fogões à lenha, as peladas nos terrenos baldios, as bolitas, os piões, os campeonatos de times de botão, as coleções de figurinhas e de bandeirinhas dos pirulitos Kibon, as matines do Cinema Brasil, as guloseimas do seu Roberto e da Petisqueira, as balas de funcho do Dr. Guido, o bonde gaiola, os brinquedos da Ferragem Simões, os carnavais da Bento Gonçalves e tantas outras coisas que eu pensei haver perdido para sempre quando parti para Barbacena numa manhã de janeiro de 1962, com destino à Escola Preparatória de Cadetes do Ar, perseguindo o sonho de ser aviador, mas que me foram restituídas, como num passe de mágica, por um telefonema do Nelson, cinqüenta anos mais tarde.
Autor: Carlos Ari.
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sábado, 13 de março de 2010
O "COPA 50 ANOS DEPOIS" CRESCE
Prezados Amigos:
É com a maior alegria que publico esse pequeno artigo, para informar que ao longo dessa semana, fizemos contato e já fazem parte do nosso grupo, cada vez maior, as nossas queridas "Irmãs Boeira": Ester, Bia, Lou e Vercy. Na verdade, mantive os contatos com a caçula do quarteto, a Vercy, mas a sua receptividade foi tão grande, expontânea e alegre, com a garantia do mesmo tipo de acolhida por parte das suas manas, que já estamos considerando as quatro como retornando à casa, neste caso, o nosso querido COPA.
Para aqueles que já estão ficando com a memória curtinha de velho, sem querer entrar no mérito da questão, as quatro são filhas da família do Sr. Boeira, uma casa verde do lado esquerdo de quem sobe a rua Paisandu, se a minha memória não falha, antes no número 200 que, ficando ao alto, tinha uma escadaria para acesso, que naquele tempo, com a pouca idade, parecia imensa. Vou dar uma "dica" adicional para os que as conheceram mais de perto não ficarem confusos: a Lou, de Lourdes Maria, era conhecida por nós, naquele tempo, como Chica, o que sempre me fez crer que o seu nome fosse Francisca; fiquei agora sabendo pela Vercy que estive toda a vida enganado por seu apelido antigo. Lembrados? Se não estiverem ainda, há um remedinho bom por aí, que já ando tomando há algum tempo (para não deixar ninguém triste).
Tenho orgulho pessoal em registrar que, em priscas eras (mas bota priscas mesmo nisso!), isso lá pelos meus quatro anos de idade, cheguei a morar, por pouco tempo, em frente à casa do Sr. Boeira (talvez disso nem mesmo as quatro irmãs se lembrem), quando e onde tivemos então maiores oportunidades de convivência amiga com todos os membros dessa prezada família.
A nossa dinâmica tabelinha amarela que aparece num artigo abaixo, mais antigo, já foi devidamente atualizada, contemplando agora os nomes dessas quatro novas aquisições, com as suas respectivas coordenadas, que ainda vamos completar.
Quero acrescentar, com alegria pessoal, que a reação da Vercy ao nosso contato foi tão cordial que, além de colocar ao nosso dispor a sua ajuda no que puder ser útil, ela já nos enviou quatro fotos recentes em que aparecem, além de outros parentes e amigos, três das quatro irmãs, apenas faltando a Ester, que reside em Caxias do Sul. A Vercy já foi devidamente adicionada ao nosso Grupo de Discussões, a este Blog, e devidamente informada dos procedimentos para participação. De forma que estou preservando as fotos que ela encaminhou e deixando que ela decida, posteriormente e com inteira autonomia, as fotos que gostaria de publicar.
Para encerrar, quero novamente demonstrar todo o meu contentamento com este novo reencontro e apresentar, em nome da Comissão Organizadora do evento e de todos os nosso amigos, as mais calorosas boas vindas às nossas queridas amigas Ester, Bia, Lou, Vercy e seus respectivos companheiros. Que desfrutem da melhor forma, da nossa antiga amizade.
Abração a todos e um maravilhoso fim de semana!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
NELSON AZAMBUJA - Apresentação Pessoal
A Comissão Organizadora decidiu, como razoável, que todos os antigos amigos do COPA, que aceitassem o convite de participar desse Blog, escrevessem e postassem uma pequena coluna que servisse como apresentação pessoal aos demais amigos, para tornar mais fácil o reconhecimento de todos entre si. Coisa bem simples, sem rebuscamentos e, sobretudo, tão espontânea quanto possível. Como sou bem obediente, aí vai a minha apresentação, em que toda a ênfase será colocada para mostrar a minha ligação com o COPA.
Eu sou o Nelson Azambuja, que morava inicialmente na Tobias Barreto, 457, lá em cima, na frente do Carlos Ary e do Antônio Celso, depois da pracinha. Depois me mudei para a Paisandu, 531, penúltima casa à direita de quem sobe, vizinho da Carmem Maria, Rosely, Lia e Lenora e em frente ao Deco (Carlos Alberto Nascimento). Andei mudando de, e para essas mesmas casas (ninguém consegue abandonar o Partenon), por curtos espaços de tempo. A coisa mais importante que me aconteceu naquele tempo foi que ali, no bairro, conheci a minha namoradinha, que viria a ser a minha esposa até agora, a Selene V. de Oliveira (Lene). Não demora nada ela vai escrever a sua própria apresentação pessoal.
Naquele tempo eu até que jogava uma bolinha legal (deixando a modéstia um pouquinho de lado) e então fui convidado, se não estou enganado (como isso é fácil hoje...), pelo Mário Augusto e o Nelson Machado, a integrar o time de futebol e futebol de salão de um grupo de meninos da Tobias Barreto que então parece que se chamava COMETA. O Dr. Júlio Bocaccio, da Tobias Barreto, era, digamos, o dono do time e lembro muito bem que ele me fez assinar uma ficha de inscrição que era um verdadeiro Contrato (quem vai se lembrar disso é o Francisco - Chico - Bocaccio). Logo o pequeno Clube cresceu e transformou-se no COPA, mas essa é uma outra história que ainda será contada nesse blog.
Participei ativamente, como todos, de todas as atividades esportivas e sociais do COPA até o ano de 1961 quando eu, com os meus dezessete anos, concluí o então "Científico" no Júlio de Castilhos e fui tratar do meu primeiro vestibular, no qual, aliás, não fui bem sucedido. Naquele mesmo fim de ano, meu pai, Carlos Ferreira de Azambuja, então trabalhando na Varig, transferiu-se para São Paulo com toda a família, onde permaneci até o final do ano seguinte realizando o cursinho pré-vestibular.
Ao final daquele ano, com a desculpa de fazer o vestibular em Porto Alegre, mais fácil que em São Paulo - preciso dizer que eu queria mesmo era vir para perto da minha namoradinha Selene? -, retornei para a minha cidade natal e para as atividades do COPA. Já era o início do ano de 1963.
Continuamos participando do convívio com os amigos do COPA, menos ativamente, é verdade, porque as disciplinas da Escola de Engenharia não me davam folga, até o início do ano de 1966 quando, Selene e eu, resolvemos virar adultos e casar (podem deixar que vamos postar foto do casamento com alguns amigos do COPA). Daí para a frente, fim da adolescência, faculdade, emprego e vida de casado, os encontros passaram a rarear e foi, mais ou menos assim, que terminou a minha (já então nossa) participação junto às atividades do COPA.
Entretanto, aproveito a oportunidade para dizer, nunca esqueci dos tempos nem dos amigos do COPA. Mais do que isso - tenho amigos daquele tempo que são testemunhas -, desde os últimos anos tenho sempre alimentado a esperança de ver acontecer um encontro com os remanescentes daquela época. Acho que estou muito próximo de ver esse desejo se realizar, de voltar a rever pelo menos alguns dos co-responsáveis por uma época inesquecível.
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