Coordenadas dos Amigos Contatados

Coordenadas dos Amigos Contatados
Esta é a relação oficial e final dos amigos encontrados, e seus pares, visando a Festa do COPA 50 Anos Depois
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

CARO NELSON

Lembrando das conversas que eu e Queca tínhamos com tua mãe, dona Mariazinha, não posso deixar de registrar como era gostoso vê-la tricotar. Era a Rainha do Tricô. Como eu, vizinha de lado, a incomodava para aprender o acabamento tão perfeitos que ela dava às suas peças, querendo reproduzir nas roupinhas de boneca!
Era gostoso brincar de “pegar” e de “esconder” no pátio da Queca, pulando literalmente de árvore para esconderijo e assim por diante, muitas vezes espalhando as folhas de outono, que seu Gabriel recomeçava a juntar pacientemente. Depois, corríamos para comer os bolinhos de queijo da dona Maria, mãe da Queca.
Tínhamos nossas árvores privativas, onde às vezes deixávamos bilhetinhos com os nomes ou só as iniciais dos paqueras. E os álbuns de amigos, que delícia! Surpresa e às vezes decepção, quando os meninos revelavam sua preferência por outra...
Troca de gibis no Cinema Brasil em sessões duplas, com intervalo para comprar balas “quebra-queixo”, “americanas” ou “gasosas”. Quem não lembra?
Nas festas de São João da Paissandu (não lembro se havia na Tobias Barreto) imensas fogueiras eram armadas pelo Tiziano, Arturito, nosso pai, Dr. Aimoré, pai da Neni e do Déco, e outros vizinhos. O quarteirão era fechado, isolado com cavaletes e tudo, e nós nos revezávamos em longas rodas e dança e quadrilhas, às vezes a caráter, com as mães servindo pipoca, amendoim, pinhão, queijadinha nos portões das casas, como se fossem barracas de uma feira.
Havia solidariedade entre vizinhos. Dr. Tapir, irmão do Aymoré, era médico de todas as emergências e nunca faltava a um chamado, mesmo durante a noite, inclusive de nossos vizinhos menos aquinhoados do morro, que começava a ser tomado por barracos. Vó Aurora ajudava quem batesse à porta, e muitas vezes o Arturito foi o transporte alternativo de quem não podia chamar “auto-de-praça”. Ninguém passava um sufoco sem que aparecesse uma visita com um bolo, um chazinho, um papo amigo. Lembro até de um incêndio por explosão de botijão de gás na casa onde havia morado a Nora Machi, quase em frente da nossa. Eram vizinhos novos, quase desconhecidos. Todos foram ajudar – uns retiravam os familiares, que instantaneamente eram atendidos pelo Dr. Tapir, abrigados e transportados pelos vizinhos para o HPS; outros retiravam móveis e o que mais fosse possível salvar, para diminuir as perdas.
As competições de ping-pong eram outra fonte de diversão, com escalas marcadas no quadro-negro e direito a torcida, nas garagens no fundo da casa da dinda Dalva, mãe do Jorge e do Nelson Leães. Às vezes, as partidas só acabavam com as chamadas desesperadas das genitoras, cansadas de requentar o jantar.
Por falar em Jorge Leães, filho da minha madrinha Dalva, que morava em frente à casa da Queca e do Athos, lá vai mais uma história dos namoros e casamentos da rua Paissandu, como contou o mano do Carlos Ari. O Jorge foi namorado da Marília, irmã do Carlos Ari, do Tonico e da Graça, mas acabou casando com a Neni, com quem teve duas filhas, uma das quais, a Roberta, foi por uns tempos namorada de meu caçula Roberto, sacaram?
Tonico casou com a Queca e tiveram a Gabriela, um amor de menina, publicitária, mãe da Maria Luiza. Claro que Queca, Lia e eu continuamos amigas de toda a vida e a consideramos mais uma das irmãs Ulrich, assim como consideramos a querida Vercy (Boeira), companheira do Roberto, viúvo de nossa irmã Rosely.
O tempo passou. Eu me separei do primeiro marido, pai de meus três filhos, e um belo dia encontro o Carlos Ari, também separado. Nunca mais nos deixamos. Casamos “de papel passado” tempos depois, tendo por padrinhos nossos seis filhos.
O tempo passou mais um pouco e, para nossa surpresa, Tonico, já separado pela segunda vez, nos apresenta sua nova parceira que, como ele diz, espera que seja a última, e que não é outra senão a Neni, irmã do Déco, filha de Aymoré e Anita! Considerando que a Gabriela é filha de Tonico e Queca e sobrinha do Carlos Ari, ganhei como sobrinha a filha de minha melhor amiga que também é enteada de outra grande amiga de infância! O resto conto outra vez, pois a coisa já vai longe e não quero monopolizar o espaço.

Que bom, Nelson, que vocês desataram este fio de nossas lembranças remotas, porém tão vivas!

Autor: Lenora Ulrich

terça-feira, 27 de abril de 2010

LENORA MARIA SILVA ULRICH - APRESENTAÇÃO PESSOAL

Nasci a 3 de novembro de 1950. Morei na Paissandu 523 desde então até 1971, ano em que casei pela primeira vez. Formei-me em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS em 1973. Trabalhei durante 15 anos no SENAC. Concomitantemente, participei da criação da Federação Nacional dos Arquitetos do Brasil e da fundação do Partido dos Trabalhadores. Na gestão de Olívio Dutra como prefeito de Porto Alegre fui subsecretária da SMOV; na de Tarso Genro, fui Diretora do DEP, e na de Raul Pont fui Assessora de Engenharia e Urbanismo do prefeito. Como suplente de vereadora, por diversas vezes tive a oportunidade de assumir a vereança. Retirei-me da vida pública por motivo de saúde, esgotada fisicamente pelo acúmulo de encargos no trabalho e no lar. Na Praia do Rosa tenho me dedicado às artes plásticas, além da jardinagem. Pretendo voltar à literatura e à poesia, gênero em que tenho dois livros publicados.
Autor: Lenora Ulrich.

domingo, 4 de abril de 2010

A FESTA SE AQUECE COM A CHEGADA DO OUTONO

A cidade de Gramado, que adotamos como nosso lar há cerca de dois anos e meio atrás, tem nos brindado apenas com surpesas muito agradáveis durante esse período. Mas poucas se comparam à que experimentamos durante esse fim de semana, em que mais uma vez revivemos a morte e ressurreição do Cristo Senhor, que está a encerrar-se com esse chuvoso final de tarde. O destino, jogando a favor da organização do encontro do "COPA 50 Anos Depois", nos trouxe a Gramado a figura do Nelson Gaspar da Motta, o nosso amigo "Curuca", ex-presidente do COPA, acompanhado da sua querida e agradabilíssima família: sua esposa Luciana e suas duas filhotas Laura e Vitória. A família havia planejado aproveitar os feriados da Semana Santa em Buenos Aires; entretanto, a fortuna, contrariando seus planos, impediu-os do encontro com os "porteños" e os trouxe a todos para cá, proporcionando horas e horas de uma agradabilíssima conversa onde, tanto quanto foi possível, revivemos, do mais recôndito das nossas lembranças, fatos e personagens que há muito havíamos olvidado.
Além de horas agradabilíssimas relembrando o passado e festejando o presente, aproveitamos a oportunidade, ao sabor de  um maravilhoso "fondue" e outro tanto vinho chileno (aproveitando o clima outonal e chuvoso reinante), para discutir aspectos muito gerais relativos ao encontro ao qual estamos nos dedicando. Foram, realmente, idéias muito gerais, tendo em vista que éramos apenas dois dos membros da nossa Comissão. De qualquer maneira o encontro foi ótimo e serviu, além de tudo, para reafirmar a vontade e o entusiasmo dos participantes visando à realização da  nossa grande festa. O "Curuca", como toda a simpática família, embora ainda atarefadíssimo nas suas atividades de médico cirurgião no município de Lageado, onde reside, encontra-se super entusiamado com as perspectivas do evento e colocou-se, definitivamente, à disposição para contribuir, com o que estiver ao seu alcance, para a organização do grande encontro. Aproveitamos a oportunidade para publicar a foto batida durante nosso jantar, no restaurante "La Famille de Gazon", em Gramado.

Mas as surpresas da semana não pararam por aí. Ainda na terça-feira, conforme relatei numa pequena mensagem ao Grupo, conseguimos contato telefônico com mais um amigo do passado: desta feita foi com o nosso amigo Carlos Ari Germano da Silva, dos altos da Rua Tobias Barreto, casado com a Lenora Ulrich e irmão do Antônio Carlos, mais conhecido entre nós por "Maninho" ou "Polaco" e parece que agora, por "Tonico". Se vocês não se lembram, a Lenora é a mais nova das irmãs Ulrich - as outras são a Carmem Maria, a sempre lembrada Roseli e a Lia. Inicialmente, o Carlos Ari não estava entendendo nada e lembro de ouvi-lo dizendo "Nelson Azambuja ..., mas isso foi há tanto tempo ...". Estou contando que ele vá fazer uma resumida apresentação neste blog, mas já adianto que ele se afastou de Porto Alegre em 1962, para cursar a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena, MG; portanto, quanto a mim, pelo menos, lá se vão 48 anos desde a última vez em que o vi. A alegria foi redobrada ao sabê-lo casado com a Lenora, nossa vizinha de casa geminada, à rua Paisandu. O Carlos Ari já nos escreveu longo e-mail resumindo as atividades desses últimos poucos 48 anos e prontificou-se a encaminhar o material que lhe havia enviado, ao seu mano Antônio Carlos. Enviou também uma foto e apenas estou esperando a sua autorização para publicá-la.
E qual não foi a nossa surpresa, ao abrir a caixa de correspondência, hoje pela manhã, e lá encontrar mensagem do amigo Antônio Carlos (Polaco), que já se encontra a par de tudo que estamos realizando, inclusive postando comentário sobre as fotos no nosso álbum! Também com alegria redobrada, informamos que o nosso amigo Antônio Carlos acha-se em excelente companhia, casado com a Virgínia Nascimento (a Neni), filha do Aimoré Nascimento, nosso vizinho de frente, na mesma rua Paisandu. Somos aqui portadores do seu entusiasmo sobre a idéia do encontro dos amigos do COPA e do gentil oferecimento do seu conhecido bar "A Casa do Barão", para a realização do próximo encontro da nossa confraria. Já antecipadamente aceito! Além disso, prontificou-se a encaminhar a documentação das nossas ferramentas a dois outros amigos do COPA: o Jorge Leães e o Carlos Alberto Nascimento (o Deco, irmão da Neni).
Como vêm, a Semana Santa nos foi auspiciosa. Melhores notícias, impossível!
A nossa famosa tabelinha, já se encontra devidamente atualizada e publicada no seu lugarzinho de sempre. Como podem ver, já somos agora 13 contatados, sem contar os contatos não oficiais, que já são vários! O próprio Curuca foi portador de ótimas notícias a respeito. Vamos continuar informando as novidades. Continuem propagando a idéia para que tenhamos sucesso.
Um grande abraço a todos e uma grande nova semana.