Coordenadas dos Amigos Contatados

Coordenadas dos Amigos Contatados
Esta é a relação oficial e final dos amigos encontrados, e seus pares, visando a Festa do COPA 50 Anos Depois

quarta-feira, 30 de junho de 2010

REMINISCÊNCIAS

Queridos Selene e Nelson
O bom da vida é mesmo a gente ter a possibilidade de lembrar! É sinal de que ainda estamos bem vivos e, apesar do tempo, muito capazes de pensar e agir com o coração e a mente lúcidos e inteiros!
Melhor, ainda, é sabermos que na terra existem a emoção, o carinho, a amizade, a gentileza e, acima de tudo, muito amor!
Com o amor, vieram as lembranças de um tempo já bem distante, que nos fez, num só golpe de sorte, trocarmos o ontem pelo agora, numa felicidade tão grande que quase nos impede até de termos a certeza de que isto aconteceu!!!!
Cada vez me convenço mais: o ser humano é incrível! Que capacidade tem de amar e de sofrer pelo irmão! Como é capaz de transformar-se, num repente, e pensar: será que eu ainda tenho 22 anos? ou 16? ou 14? ou 24? Essas eram as nossas idades naquele tempo em que a bola corria pela Tobias, pela Paisandú, pela Machado e arredores! Essas eram as idades das meninas "casadoiras" que se achegavam para a mais velha, já casada, para conversinhas nas arquibancadas, fingindo que assistiam aos treinos dos meninos, com os olhinhos espichados para o campinho ou o meio da rua!!!! Tempo muito bom aquele, como muito bom é o de hoje! Afinal, tivemos a chance maior e a felicidade de nos revermos inteiros e com saudade, muita saudade!
Obrigado, queridos Nelson e Selene, pelas horas de lembranças e de amenidades! Quantas memórias, quanta história! Quantos foram esses amores da nossa infância, adolescência e juventude!
Obrigado a vocês pela oportunidade de nos vermos e nos enxergarmos no fundo de nós mesmos, do que fomos e do que somos hoje: retrato fiel do nosso passado e presente que está sendo capaz de nos mostrar que neste mundo existe amizade, afeto, solidariedade e de que, apesar da distância , no coração e na mente existem gavetas recheadas de amor onde sempre se encontra aquilo que aparentemente estaria perdido ou amarelado pelo tempo. Minha querida mãe Alzirinha , dizia muitas vezes que RECORDAR É VIVER!! Então, queridos amigos, estamos bem vivos e cheios de muito boas recordações ! E isto é muito importante e nos faz muito felizes.
Nosso beijo muito carinhoso,
Nora e Cinel

Autor: NORA BOCACCIO CINEL

terça-feira, 29 de junho de 2010

A TRIBO DA TOBIAS DE CIMA - PARTE 3

Olympia, a órfã

Lá por 1956 ou 1957, meu pai um dia chegou todo faceiro, trazendo Olympia. Vamos tratá-la assim; primeiro por ser este o nome que lhe foi dado pela Adam Opel GmbH, de Russelheim, Hessel, Alemanha, onde nascera em 1939, e também por sua semelhança de caráter com a personagem principal daquele recente filme assustador, “A Órfã”.
Pois Olympia, a órfã, era tal e qual Esther: bonitinha, recatada, carinha de boa menina. Quem a visse não lhe dava mais que oito anos, embora já tivesse quase dezenove. Logo conquistou a família toda, principalmente o coração de meu pai, que pela primeira vez na vida deixava a condição de sócio da Companhia Carris Porto-Alegrense e passava à categoria de cidadão motorizado. Tinha por volta de 37 anos e até então só havia pilotado bicicleta., além dos cavalos do regimento de São Luiz Gonzaga, no qual servira como reservista do CPOR.
Olympia era azul marinho, tinha acomodações para quatro adultos e pneus banda-branca. Sua carcaça estava em perfeitas condições, porém o mesmo não se poderia dizer de seu organismo, cujas mazelas foram se revelando aos poucos. Uma de suas doenças crônicas, que se revelou logo no dia da chegada, foi sua resistência a entrar em funcionamento.

Olympia 1939

Seu engenhoso sistema de arranque consistia num pedal revestido de borracha e no formato de uma seção cilíndrica, que ficava posicionado entre os pedais do acelerador e do freio e ligeiramente acima destes. Para dar partida no motor, o motorista ligava a chave da ignição para que a energia elétrica da bateria fluísse pelo sistema; depois, colocava a ponta do pé direito ligeiramente torcido para a esquerda sobre o tal pedal de arranque de modo que seu calcanhar repousasse sobre o pedal do acelerador; feito isto, pressionava o pedal do arranque com a ponta do pé até o motor começar a pegar, quando então, coordenadamente, aliviava a pressão na ponta e pressionava suavemente o calcanhar sobre o pedal do acelerador. Era uma espécie de “punta e taco”. Coisa de alemão. Devia funcionar às mil maravilhas desde que o motor funcionasse, o que no caso da Olympia nunca acontecia.
Já na primeira saída, Olympia mostrou a que viera. Entusiasmado com o carrinho, carteira recém-adquirida, o velho resolveu visitar a irmã, que morava na Vila do IAPI. Convidou para o passeio a mim e ao meu irmão, o Polaco. Incautos, aceitamos.
O trajeto previa a subida da Protásio Alves, que na época misturava bondes com automóveis, ônibus e carroças. Numa parada em subida, Olympia fingiu-se de morta. Para fazê-la pegar, o velho decidiu proceder como lhe haviam soprado. Engatou uma ré, pisou no pedal da embreagem, mandou que nos abaixássemos para que ele pudesse enxergar atrás (estávamos os dois no banco traseiro) e se mandou de ré Protásio abaixo, tentando fazer Olympia pegar no tranco. Lá atrás, eu e o Polaco, apavorados, víamos automóveis, ônibus, carroças e pedestres fugindo daquele carro que vinha aos trancos na contramão. Imaginávamos a hora em que surgiria um bonde, menos flexível, quando então seria o nosso fim. Surpreendentemente, a manobra foi bem sucedida. Olympia pegou, chegamos são e salvos ao IAPI e retornamos à Tobias inteiros, sem um arranhão sequer.
De outra feita ela se esmerou na armadilha para eliminar todos de uma só vez. Era um sábado de sol e o velho resolveu proporcionar à família a degustação de um café colonial em Morro Reuter. Olympia parecia radiante e feliz, como todos nós. Criaturinha dissimulada...
Partimos por volta das onze da manhã e chegamos sem novidades. Refestelamo-nos com o café colonial, passeamos a pé um pouco pelas redondezas e embarcamos felizes e contentes na Olympia, que nos aguardava com um sorrisinho maroto. Achamos que ela também estava apreciando o passeio. Até que estava, mas não da forma que imaginávamos, como verão a seguir.
Vencido o primeiro obstáculo, isto é, a partida do motor, que excepcionalmente foi normal, o velho afastou-se do estacionamento de ré, engrenou uma primeira e ingressou na estrada, que naqueles tempos se chamava BR-2. Foi esta a última vez que conseguiu movimentar a alavanca de mudança de marcha e o pedal da embreagem. Imaginem isso na descida da serra. Olympia nos obrigou a trazê-la direto a Porto Alegre sem parada, nem em engarrafamento, nem em sinal, nem em nada, sob pena de ficarmos plantados no caminho, aguardando um socorro quase impossível (os celulares ainda estavam sessenta anos no futuro).
E assim viemos, furando barreiras policiais e interdições de meias-pistas, ultrapassando na contramão, jogando carros para o acostamento e varando sinais fechados. Por obra e graça da sorte, chegamos sãos e salvos à nosso porto seguro, à Tobias de Cima. Dava para ver a contrariedade estampada na fisionomia de Olympia. Seu plano perfeito de eliminar toda a família não podia ter dado errado. Da próxima vez, ela não falharia.
Mas não haveria uma próxima vez. Depois de gastar mundos e fundos recuperando Olympia; de deixá-la como nova, meu pai convidou minha mãe para irem ao Cinema Baltimore. Era aniversário de casamento deles, e o programa incluía cinema e um jantar a dois. Ele foi com seu melhor terno de linho branco, pois fazia calor. Na saída do Baltimore, quando entrava no carro, descobriu um pneu vazio. Tirou o paletó, pegou o macaco no porta-malas, improvisou algo para entrar embaixo do carro sem se sujar e foi ai que Olympia resolveu se vingar.
Começou por esconder o encaixe do macaco, uma coisinha que mais parecia peça de playmobil. Como se isso não bastasse, ela providenciou um vazamento de óleo exatamente sobre os olhos do velho, que escorria depois para a camisa de casimira. Para encurtar essa já longa história, basta dizer que no dia seguinte o velho a levou embora para nunca mais.

Ford 1939

Trocou-a por um Ford 4 portas 1939, cor cinza. Levou-me com ele na Rua Laurindo, onde ficava a revenda. Sentamos lado a lado no banco da frente. A primeira coisa que ele fez, ainda dentro da loja, foi ligar a chave e apertar um botãozinho que havia no painel, o botão de arranque. Ato contínuo, o motor de oito cilindros em V pegou com um estrondo possante. Em meio ao barulho, que reverberava nas paredes da revenda, e do cheiro forte de gasolina, virou-se para mim e sorrindo feliz disse: ― Viu, este pega!

Autor: CARLOS ARI

sexta-feira, 25 de junho de 2010

CONSULADO DO COPA EM TRAMANDAÍ

Além de vizinhos em Porto Alegre, alguns de nós éramos vizinhos em Tramandai. O consulado do Copa concentrava-se na Rua Riachuelo, lateral da Sociedade de Amigos de Tramandai – SAT, unindo a Paissandu de Cima e a Tobias de Baixo.
Na esquina da Riachuelo com a Avenida Ubatuba de Farias, morávamos os Ulrich: Arturito, Nancy e quatro filhas. Além das festas da SAT, que só passei a freqüentar depois dos 14 anos, tínhamos o mar com o “footing” das garotas, onde Vanise e Carmem Maria caminhavam como deusas. Para mim, pirralha desengonçada, elas eram um ideal inatingível de beleza. Também havia a piscina da SAT, os longos passeios de bicicleta, os papos preguiçosos nas redes, sem faltar, é claro, as serenatas, que rapazes menos assustados com a fama de pai furioso do Arturito faziam junto à nossas janelas, recebendo em retribuição alguma bebida para esquentar (as noites na praia podiam ser frias) e um papo bem levado do Arturito e Nancy com seus quitutes, com as meninas “candidamente” postadas nas janelas!
Na esquina seguinte veraneava a família Lima: Dr.Bento e esposa, Bentinho, Eunice e Flávio. Era uma família muito simpática e acolhedora.
A meia quadra de distância, moravam os Bocaccio, uma família de muitas mulheres: Nora, Lúcia, Memeis, Meieno e, cerrando a fila como exceção à regra, Xyko, como ele mesmo se assina.
Mais adiante, cruzando a avenida que ia dar no mar, na mesma Riachuelo, tinham casa Vó Santinha, o casal Lunardi e Vanise e Hermínio (Minho), seus filhos. Vó Santinha era a matriarca da turma da Tobias de Baixo e dela saíam os ramos Lunardi, Bocaccio e Lima, todos primos entre si.
Com o casamento da Nora Bocaccio com o professor Cinel, colega de faculdade e de magistério do Sérgio Teixeira, marido da Carmem Maria, minha mana, estreitaram-se os laços de amizade das duas famílias, que perduram até hoje.
O Flávio e o Minho eram meus amigos mais próximos na rua. Flávio entrava no bloco da nossa rua, com algumas escapadas nas turnês do bloco oficial da SAT à outras praias.
Vim a encontrar o Hermínio tempos depois através de amigos comuns, que adoravam organizar reuniões nas quais os participantes contribuíam com seus dotes musicais.
Quando obtive permissão para freqüentar bailes e reuniões dançantes da SAT, nossa turma ficava responsável de vez em quando pela “ambientação” da festa com temas como: Havaí, Velho Oeste tipo cow-boy, etc... Fizemos até decoração de um carnaval que ficou ótima, com a direção dos trabalhos entregue ao Flávio Lima, que a esta altura já era estudante de Arquitetura. Acho que os papos com o Flávio e com o professor Lunardi acabaram influenciando a escolha de minha profissão e, em 1973, recebi o diploma das mãos do querido Prof. Lunardi, então diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS.

Autor: LENORA ULRICH

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANA MARIA LANDELL DE MOURA - APRESENTAÇÃO PESSOAL

Querido Nelson,
Fiquei muito feliz em receber teu telefonema e o carinho que me proporcionaste com tantas lembranças de um tempo maravilhoso, onde convivemos no Partenon da nossa infância e adolescência.
Embora de uma geração um pouquinho mais adiante da de vocês, em sua maioria, relembrei, olhando o Blog e as fotos que postaste, cenas, fotos e pessoas que estavam um pouco adormecidas na minha memória, mas não no meu coração. Soube, assim que eu revi todas as parcelas de histórias referidas por vários de meus queridos amigos e vizinhos do passado, a importância de se buscar, neste presente em que vivemos, um pouco dos nossos sonhos e ideais, e até para fazermos, por assim dizer, um alegre retrospecto de nossas vidas.
A Paissandú nº 284, ainda frequento semanalmente e a casa continua a ter a mesma referência familiar, pois minha mãe Jessie, com 90 anos, ainda mora lá e meu irmão "joãozinho", como carinhosamente o apelidas, também ali reside. Assim continuo geográfica e emocionalmente focada na nossa Paissandú e no nosso Partenon, relembrando, toda vez que por ali circulo, a história de cada casa e da família que ali morou e as marcas que deixaram em todos nós. Por esta circunstãncia ainda convivo com alguns amigos e vizinhos que ali ainda permanecem...assim o distanciamento ficou um pouco mais próximo !
Aproveito este primeiro contato para dar alguns tópicos de minha vida atual, posssiblitando aos amigos de 50 anos atrás me situarem um pouco neste presente.
Me formei em Direito pela PUC, e logo ingressei na carreira de Procurador do Estado do Rio Grande do Sul, por onde me inativei. Estudei em Paris para uma especialização em Direito Público, fui Conselheira da Ordem dos Avogados do Rio Grande do Sul, Diretora Financeira do Instituto dos Advogados e exerci, durante minha vida profissional, varias atividades de assessoramento jurídico em diversas Secretarias e órgãos estatais.
Me casei com um colega da Faculdade de Direito, Frederico Carlos Gomes Neto, de familia oriunda do Menino Deus e colega da Puc, reencontro este que se deu muitos anos depois de nos formarmos. Não tenho filhos e assim meus sobrinhos ficaram neste lugar, juntamente com as netinhas do meu marido.
Atualmente resido no Bairro Petrópolis. E me recordo agora, que muito andei de bicicleta por aqui nos finais de tarde, com Tania e Olenca, que foram moradoras por muito tempo da Paissandú. Para relembrar, Tania , Olenca - que casou com o Sergio Cohen, também morador do Partenon -, e Maslova eram três irmãs com quem muito convivi. Dona Lorlai era a mãe e tinha uma avó, que também morava com elas e infelizmente não estou recordando o nome. Moravam quase em frente da residência do nosso querido e não mais presente Bruno.
Nesta pequena retrospectiva que estou fazendo em razão do COPA e deste reencontro, não posso deixar de aqui referir o quanto o meu querido irmão Antonio, que lastimavelmente tão cedo nos deixou, ficaria feliz e entusiamado com esta confraternização, ele que foi um dos "sócios fundadores" entre outros amigos dessa idéia social, e era uma pessoa muito comunicatival, alegre e integradora.
Asim, embora não tenha convivido diretamente com muitos dos integrantes do COPA, me relacionei através dos meus irmão e irmãs, pois na realidade éramos cinco, e meu pai gostava muito que os amigos frequentassem a nossa casa.
Estas são as minhas primeiras impressoões, desencadeadas por teu amável telefonema, e que eu gostaria de que nossos amigos de 50 anos também participassem, tal como no nosso passado sabíamos uns dos outros.
Um abraço carinhoso para ti , Selene e aos demais integrantes do Blog da família Copa.

Autor: ANA MARIA LANDELL DE MOURA.

domingo, 20 de junho de 2010

A TRIBO DA TOBIAS DE CIMA - PARTE 2

Como naqueles tempos automóvel zero quilômetro era artigo de luxo, a Tobias de Cima era povoada de veteranos do asfalto que fariam a felicidade de colecionadores e a fortuna de nós todos, seus presumidos herdeiros, tivessem eles se conservado íntegros e bem compostos ao longo desses últimos cinqüenta anos, coisa que infelizmente nenhum deles conseguiu, nem nós.
No lado par da rua, a partir da pracinha, seu Julio Patta era pedestre. Seu vizinho do lado, um francês que tinha pavor de barulho de bombas e rojões de São João, e que por isso comentavam ter neurose de guerra, possuía um Citröen preto. Seu José Barbosa Falcão, pai da Zenaide, tinha um Austin A-70. Seu Dirceu Gastão Viggevani, pai da Dirce, tinha garagem, mas não tinha carro. Meu pai adquiriu um Opel Olympia modelo 1939, isto por volta de 1956 ou 1957. Seu Tupy Prestes, pai do Tonho, tinha um Dodge 1951. O pai do Jorge e da Jane Crivelaro era proprietário de um Ford 1951 azul marinho, verdadeira jóia que ele mantinha a maior parte do tempo na garagem, polindo suas partes niqueladas e lustrando sua flamante lataria.
No lado ímpar, seu Rosa, marido de Dona Julieta, possuía um belo Rover verde-garrafa 1952. Doutor Guido sonhava com helicóptero, mas andava a pé. Seu Carlos Azambuja, pai do Nei e do Nelson, tinha um Prefect ou Anglia e seu Hélio Oliveira, pai do Sohel e do Helso, tinha um Renault 4 v 1950, “Rabo Quente” ou “Carmem Miranda”. Para os não iniciados, explico os inusitados codinomes.
Naquele tempo, havia um pequeno Renault quatro portas, avô do Renault-Willys Dauphine fabricado no Brasil nos anos 1960, que comportava quatro pessoas apertadas. Tinha o motor traseiro e os apelidos “Rabo Quente” ou “Carmem Miranda” devido à ilação perniciosa, feita pelo povo, entre a localização e temperatura de seu motor e o frenético sacolejar das partes posteriores da famosa cantora e atriz luso-brasileira.
Dentre todos os automóveis da rua, alguns participaram de memoráveis aventuras. Dois, no entanto, destacaram-se dos demais pelas freqüentes dores de cabeça que davam a seus proprietários, deixando-os na mão nas ocasiões mais impróprias e inesperadas. Estes eram o Renault do seu Hélio e o Opel de meu pai. Os dois eram como aqueles endiabrados personagens da história em quadrinhos “Os sobrinhos do capitão”, o Hans e o Fritz, que viviam aprontando. Ambos recusavam-se terminantemente a despertar através de seus respectivos motores de arranque. Exigiam a força de “baterias externas”, isto é, de impulsos mecânicos fornecidos pela gurizada da rua. Trajando uniformes escolares e carregando nossas pastas debaixo do braço, empurrávamos ora o Renault ora o Opel lomba abaixo e depois corríamos para alcançá-los; cena rotineira nas manhãs da Tobias de Cima.
Dos dois, o “Rabo Quente” era o mais sacrificado. Normalmente operava com excesso de carga, haja vista que tanto seu Hélio quanto seus dois filhos eram grandes e pesados. Não poucas vezes a família foi surpreendida pela quebra de uma ponta de eixo do carrinho nos esburacados caminhos que então conduziam à praia da Alegria, onde os Weber de Oliveira costumavam veranear.
Os contumazes abusos do “Rabo Quente” à paciência de seu proprietário chegaram ao fim certa manhã em que ele apagou na subida da lomba do sétimo, bem na hora do pico. Após várias e infrutíferas tentativas de fazê-lo pegar, seu Hélio desembarcou furioso e passou a agredi-lo a socos e pontapés, cena de selvageria testemunhada pela atônita platéia embarcada nos bondes, ônibus e automóveis que transitavam pelo local. Muitos que acreditavam estar assistindo a um surto de loucura do proprietário do indefeso carrinho certamente mudariam de idéia se conhecessem os antecedentes da “vitima”. Depois desta, seu Hélio trocou o Renault por um Oldsmobile hidramático, modelo 1948, cor cinza, grande e robusto, bem mais adequado à família do que o pequeno e frágil “Carmem Miranda”.

Autor: CARLOS ARI

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PORTO ALEGRE, 13 DE JUNHO DE 2010

Hoje entrei no blog do COPA e confesso que fiquei realmente emocionada, como a nossa memória permaneceu latente em nossos corações; foi só o teu ....empurrãozinho... e pronto. Nos transportamos para a nossa juventude abençoada por Deus; fomos muito felizes.
Por isso, mando a todos os nossos colegas de infância esta mensagem.

O TEMPO PASSA, MUDAM AS ESTAÇÕES E OS ACONTECIMENTOS
E TRANSFORMAM AS NOSSAS VIDAS E A NÓS MESMOS.
MAS, AS PESSOAS QUE NOS SÃO IMPORTANTES
PERMANECEM PARA SEMPRE,
GERANDO UM ELO DE CARINHO E AMIZADE.
OS MAIS BELOS SENTIMENTOS SÃO COMPARTILHADOS
COM QUEM AMAMOS,
PESSOAS QUE PREENCHEM A NOSSA VIDA,
COM ALEGRIA, E NOS FAZEM FELIZES
PELO SIMPLES FATO DE EXISTIREM.

UM GRANDE BEIJO COM CARINHO DA VANISE LUNARDI

Autor: Vanise Lunardi.

domingo, 13 de junho de 2010

AMACORD 1

Taí óh, prezado Carlos Ari, nunca tinha pensado a Tobias em territórios, seria dividida, na verdade, pelas faixas etárias?
A pracinha, se bem me lembro, era campo neutro, onde as peladas eram mais quentes, pois os – agora - da “Tobias de Baixo”, jogavam com os “estranhos” – gurizada que descia o morro -, em jogadas mais disputadas, já que estávamos jogando “fora de casa”. No “nosso campinho” as peladas entre o América e o Perigoso (que só eram interrompidas quando escurecia, pois não se enxergava mais a bola!!!) eram jogos com fardamento e muitas vezes até com torcida - campinho próprio é outra coisa!! -. Então, a turma da “Tobias de Baixo” era formada, na ordem, descendo a rua e da nossa faixa de idade (os de cima já eram coroas para nós): Nelsinho Abrahão (primo do Beto), Vitor Hugo Aita (irmão da Suzete), José Francisco Braga (irmão da Vera e Ligia), Gil Meira (o laçador de carro – está estória fica para depois), Raul e Milton Abrahão, Bileco Tonin ( irmão da Suzana), Xyko Bocaccio (irmão da Nóra, Lúcia, Memeis e Meieno) , Marco Aurélio dos Santos irmão da Valéria, Bento José e Flávio Lima (irmãos da Eunice, meus primos), Beto e seu irmão Luis Antonio Grassi . Este elenco formava dois times: os seis primeiros vestiam as camisetas do América (dono do campinho), e do Perigoso os demais (cujos treinos eram feitos na rua e as goleiras eram os portões da casa do tio Bento e da minha). Na faixa dos menores – os “pirralhos” - lembro do Eduardo Pilla, Luis Pedro e Carlos Alberto.
Nossos passeios de bicicleta incluíam até a pracinha, Martin Bromberg, Paissandú ou, com mais aventura, descer a Humberto de Campos – então de chão batido – lomba abaixo, de braços abertos, SEM SEGURAR O “GUIDON” DA BICICLETA, até a PETISQUEIRA - era o máximo!!
Cara Lenora! Quanto às fogueiras: ahá!!, na “Tobias de Baixo” também se faziam fogueiras, entre outras tantas traquinagens - idos de 1955–60. As mesmas eram manufaturadas no meio da rua em frente ao terreno baldio (na verdade o terreno era do Seu LILITO pai do Beto, do Puchuca (Raul) e do Mito (Milton) - entre a casa do Beto Turco e a do Ivo Tonin pai do Bileco (Luis Alberto). A estrutura da fogueira era formada por um tronco de árvore ou caibro mantidos em pé por um colar de pneus velhos (como um rocambole) cuidadosa e criteriosamente selecionados para serem empilhados e imolados em ordem cronológica de seus diâmetros mantendo assim o equilíbrio da massa de galhos, tábuas e jornais que os circundavam formando um “complexo emaranhado equivalente a um prédio de dois a três andares (sem cobertura) que arderia como o fogo do inferno, enquanto as fagulhas subiam aos céus, iluminando toda a Tobias Barreto. Era a consagração das muitas horas de busca e apreensão do material que era recolhido de casa em casa. Não tinha amendoim, não; o que pipocavam eram as bombas e bombinhas, rojões e busca-pés e, o auge da emoção, com muita adrenalina, era soltar os “rojões enlatados” (prendia-se a bomba dentro de uma lata e calçava com o pé – que loucura), especialidade do José Francisco Braga. Nota: ninguém perdeu o pé!!, só se perdia o juízo, mas era bom!!! Só terminava após pular a fogueira, mais outra manobra de risco!! Era a prova de coragem !! (risos).
Quanto ao subir nas árvores, na Tobias “entre a Pracinha e a Bento”, passávamos muitos momentos comendo caquis e goiabas (com bichinho e tudo) sentados nos galhos e ainda saboreávamos, coquinhos, pitangas e butiás (que estômago! ) no pátio da 71.
E as gincanas de Carrinho de lomba!! (os bólidos eram de confecção caseira, artesanal em madeira e com rodas de rolimã (rolamentos) rodas maiores no eixo traseiro, fixo, e com diâmetro menor no eixo móvel dianteiro; os mais sofisticados tinham freio de mão, caso contrário, não tinha sola de sapato ou do “guides” (hoje conhecido como tênis) que resistisse.

Imagem meramente ilustrativa, réplica do modelo de época

As competições eram feitas em duplas, individuais ou em comboios com até três carrinhos e os circuitos eram traçados, delineados pelos labirintos lajeados do pátio da 71, de acordo com o grau de dificuldade de cada prova; e a competição só encerrava quando não se enxergava mais o trajeto e terminavam as tardes de sábado.
Mas nem tudo era paz!!? E as “batalhas” eram entre o acampamento do campinho e o instalado no fundo do quintal da 71. As barracas montadas, com quase nada dentro, e o arsenal de pedras prontas para serem projetadas por cima dos muros. Coitados dos telhados. E a estratégia era atacar, ou pela rua, ou pelos fundos, escalando os muros, sobre os quais corríamos com habilidade impar!! Era lícito também o uso e porte de “funda, bodoque, estilingue” (para as gurias entenderem: é uma forquilha de madeira ou metal - modelo mais sofisticado – com tira de borracha, geralmente confeccionada com câmara de pneu de carro, já que a de bicicleta era muito frágil, sem poder de fogo) com a qual eram lançadas as bolinhas de cinamomo que recheavam os bolsos dos calções, que naquele tempo iam quase até os joelhos!

Imagem meramente ilustrativa, réplica do modelo de época

Como para nos redimirmos das malvadezas, criávamos pombos correios (símbolos da paz) e suas revoadas enfeitavam e “bosteavam” os telhados e arredores. Eram enviados, após exaustivos treinamentos, de trem para São Paulo e de lá, soltos, levavam dois a três dias para chegarem cansados e famintos em seus pombais. Espetacular!! Façanha nossa ou dos pombos?
Alguém lembra dos irmãos chineses ( era um casal) que eram muito altos e desciam a Tobias de patins com toda a destreza e muita habilidade??
Não perca no “AMACORD 2”, a guerra com escudos e bolas de meia e algumas dos bondes “gaiola”.
Quem sabe juntando todas estas crônicas e estórias da nossa infância/mocidade, não sai um livro - CRÔNICAS do COPA - dedicado às crianças carentes do Partenon !! É só uma idéia!! O que acham??
Saudações e abraços aos amigos do COPA

Autor: Xyko Bocaccio

sábado, 12 de junho de 2010

A TRIBO DA TOBIAS DE CIMA - PARTE 1

Há cinqüenta anos, duas tribos habitavam a Rua Tobias Barreto: a "Tobias de Cima" e a "Tobias de Baixo". A fronteira entre as duas era uma linha imaginária que cortava mais ou menos ao meio a Praça Esperanto, que todo mundo chamava mesmo de pracinha. Afirmam alguns antropólogos haver existido ali também uma terceira tribo, a "Tobias do Meio", cujo território abrangia o entorno da pracinha e se estendia ao longo da Rua Martin Bromberg, até os limites da Paissandu. Por se tratar de matéria altamente controvertida, prefiro considerar essa população como integrante da "Tobias de Baixo".
Mesmo tendo vida autônoma, as duas tribos mantinham boas relações, já que os de cima eram frequentemente obrigados a transitar pelo território dos de baixo em seus deslocamentos diários entre seu território e a Avenida Bento Gonçalves, a grande artéria que unia o arrabalde Partenon ao resto do mundo. A pracinha, que tinha dois tanques de água, gangorras e balanços, era limpa e às vezes freqüentada por nós, membros da tribo de cima, embora pudéssemos ser mais facilmente localizados no trecho da rua que ficava situado entre a casa do seu Patta e a do seu Carpes.
O centro de nossa taba era o terreno baldio confinado entre as casas do doutor Guido e a do seu Carlos e da dona Mariazinha. Ali o doutor Guido, italiano grande e calvo, engenheiro ou construtor ― as profissões dos adultos não eram objeto do interesse dos membros da tribo ― construíra um galpão que lhe servia de oficina. A única coisa que sei dele é que era casado com uma ex-cantora lírica italiana, que fez do teto de sua casa um heliponto (isso na década de 1940!) por acreditar que o helicóptero seria o transporte do futuro, que não tinha filhos, que fazia balas de funcho para distribuir entre nós e que morreu subitamente do coração, ao mergulhar numa banheira gelada num dia de intenso calor.
Desmanchado o galpão após a morte do doutor Guido, ficamos donos do terreno. Nossas peladas, antes jogadas com bolas de meia no áspero “gramado” de paralelepípedo da rua, tendo as garagens de portas metálicas por goleiras, agora passaram a ser disputadas em campo decente. A bem da verdade, o tal terreno não era nivelado nem plano. Tinha desníveis, cocurutos, macegas e restos do tal galpão, porém não tinha meio-fio nem paralelepípedo. Jogávamos agora com bola de verdade, e as garagens de nossos pais e os ouvidos da vizinhança eram poupados das freqüentes boladas. Os goleiros eram frangueiros, porque ninguém queria ficar no gol. Quem se revelasse bom “guarda-vala”, passava o jogo todo só levando bolada.
Eram membros permanentes da tribo da "Tobias de Cima": Fernando e Cota Patta, Zenaide Falcão, Dirce Viggevani, Nei e Nelson Azambuja, Carlos Ari e Antonio Carlos Germano da Silva, Antonio Celso Queiroz Prestes, Jane e Jorge Crivelaro, Sohel e Helso Weber de Oliveira, Dilnei, Silnei e Marle Moraes Carpes. Lembro de alguns membros temporários, como Zé Macaco, que participava das peladas de rua; do mais moço dos Pfeiffer (infelizmente não recordo seu primeiro nome), em cuja garagem jogávamos ping-pong; do Juca, que morou na casa geminada com a do Nei e do Nelson; do Pedro, que morou na casa que tinha sido dos Crivelaro. Minhas irmãs Marília e Graça e a irmã mais nova do Dilnei, Marilei Siglia, por serem muito novas estavam numa posição correspondente à categoria “infantis” de um clube de futebol. Nós outros, é claro, éramos “os profissionais”.
Feita a apresentação da “Tribo da Tobias de Cima”, encerro por hoje. Um abraço a todos e até a próxima mini-crônica.

Autor: Carlos Ari

sexta-feira, 11 de junho de 2010

CARO NELSON

Lembrando das conversas que eu e Queca tínhamos com tua mãe, dona Mariazinha, não posso deixar de registrar como era gostoso vê-la tricotar. Era a Rainha do Tricô. Como eu, vizinha de lado, a incomodava para aprender o acabamento tão perfeitos que ela dava às suas peças, querendo reproduzir nas roupinhas de boneca!
Era gostoso brincar de “pegar” e de “esconder” no pátio da Queca, pulando literalmente de árvore para esconderijo e assim por diante, muitas vezes espalhando as folhas de outono, que seu Gabriel recomeçava a juntar pacientemente. Depois, corríamos para comer os bolinhos de queijo da dona Maria, mãe da Queca.
Tínhamos nossas árvores privativas, onde às vezes deixávamos bilhetinhos com os nomes ou só as iniciais dos paqueras. E os álbuns de amigos, que delícia! Surpresa e às vezes decepção, quando os meninos revelavam sua preferência por outra...
Troca de gibis no Cinema Brasil em sessões duplas, com intervalo para comprar balas “quebra-queixo”, “americanas” ou “gasosas”. Quem não lembra?
Nas festas de São João da Paissandu (não lembro se havia na Tobias Barreto) imensas fogueiras eram armadas pelo Tiziano, Arturito, nosso pai, Dr. Aimoré, pai da Neni e do Déco, e outros vizinhos. O quarteirão era fechado, isolado com cavaletes e tudo, e nós nos revezávamos em longas rodas e dança e quadrilhas, às vezes a caráter, com as mães servindo pipoca, amendoim, pinhão, queijadinha nos portões das casas, como se fossem barracas de uma feira.
Havia solidariedade entre vizinhos. Dr. Tapir, irmão do Aymoré, era médico de todas as emergências e nunca faltava a um chamado, mesmo durante a noite, inclusive de nossos vizinhos menos aquinhoados do morro, que começava a ser tomado por barracos. Vó Aurora ajudava quem batesse à porta, e muitas vezes o Arturito foi o transporte alternativo de quem não podia chamar “auto-de-praça”. Ninguém passava um sufoco sem que aparecesse uma visita com um bolo, um chazinho, um papo amigo. Lembro até de um incêndio por explosão de botijão de gás na casa onde havia morado a Nora Machi, quase em frente da nossa. Eram vizinhos novos, quase desconhecidos. Todos foram ajudar – uns retiravam os familiares, que instantaneamente eram atendidos pelo Dr. Tapir, abrigados e transportados pelos vizinhos para o HPS; outros retiravam móveis e o que mais fosse possível salvar, para diminuir as perdas.
As competições de ping-pong eram outra fonte de diversão, com escalas marcadas no quadro-negro e direito a torcida, nas garagens no fundo da casa da dinda Dalva, mãe do Jorge e do Nelson Leães. Às vezes, as partidas só acabavam com as chamadas desesperadas das genitoras, cansadas de requentar o jantar.
Por falar em Jorge Leães, filho da minha madrinha Dalva, que morava em frente à casa da Queca e do Athos, lá vai mais uma história dos namoros e casamentos da rua Paissandu, como contou o mano do Carlos Ari. O Jorge foi namorado da Marília, irmã do Carlos Ari, do Tonico e da Graça, mas acabou casando com a Neni, com quem teve duas filhas, uma das quais, a Roberta, foi por uns tempos namorada de meu caçula Roberto, sacaram?
Tonico casou com a Queca e tiveram a Gabriela, um amor de menina, publicitária, mãe da Maria Luiza. Claro que Queca, Lia e eu continuamos amigas de toda a vida e a consideramos mais uma das irmãs Ulrich, assim como consideramos a querida Vercy (Boeira), companheira do Roberto, viúvo de nossa irmã Rosely.
O tempo passou. Eu me separei do primeiro marido, pai de meus três filhos, e um belo dia encontro o Carlos Ari, também separado. Nunca mais nos deixamos. Casamos “de papel passado” tempos depois, tendo por padrinhos nossos seis filhos.
O tempo passou mais um pouco e, para nossa surpresa, Tonico, já separado pela segunda vez, nos apresenta sua nova parceira que, como ele diz, espera que seja a última, e que não é outra senão a Neni, irmã do Déco, filha de Aymoré e Anita! Considerando que a Gabriela é filha de Tonico e Queca e sobrinha do Carlos Ari, ganhei como sobrinha a filha de minha melhor amiga que também é enteada de outra grande amiga de infância! O resto conto outra vez, pois a coisa já vai longe e não quero monopolizar o espaço.

Que bom, Nelson, que vocês desataram este fio de nossas lembranças remotas, porém tão vivas!

Autor: Lenora Ulrich

segunda-feira, 7 de junho de 2010

BLOCO NA RUA

Atenção Moçada do COPA!
Para quem não possui endereço de e-mail, mas consegue acessar o nosso blog "COPA 50 Anos Depois", o "BLOCO ESTÁ NA RUA"!!!
Já enviamos mensagem comunicando que a nossa festa "COPA 50 Anos Depois" está definitvamente marcada!
Estou inserindo o Convite, como imagem, a seguir. Aqui são apenas fornecidos as observações necessárias.
Por favor, agendem esta data e não marquem mais nada para este dia porque queremos ver todos os amigos conosco. Casa cheia! Ninguém pode faltar!!!
O ponto de referência para o "Centro Espanhol" é o Supermercado Zaffari Higienópolis. O lugar é muito bonito, com capacidade para todos os nossos amigos, pista de dança, local especial para o nosso DJ e encarregado das projeções. O local é amplo e de fácil manobra, com estacionamento fácil e garantido por três seguranças especialmente contratados para garantir uma festa sem sustos.
Prestem atenção ao número da conta que conseguimos abrir para os depósitos: 180960-1. Ou seja, a data da festa, 18/09, há cinqüenta anos atrás, 60. Dígito 1. Não há como errar!! A agência é a 0575-4 do Banco do Brasil. Agora, atenção!!! Precisamos saber quem está realizando os depósitos, para podermos providenciar os crachás e outros “baratos”, ou seja, precisamos saber quem estará participando da nossa festa. Se os depósitos forem feitos através de DOC ou transferência entre contas do Banco do Brasil, o depositante fica automaticamente identificado e não é necessário fazer mais nada. Entretanto, se o depósito for feito na boca do caixa, automático ou não, em “cash” ou em cheque, o depositante será obrigado a nos enviar a cópia do comprovante de depósito, ou via fax ou escaneando o comprovante e mandando o resultado por e-mail. O meu número de fax é 54 3295-1558 e o meu e-mail é nsfazambuja@gmail.com. Os depósitos poderão começar a ser feitos a partir de amanhã, terça-feira, dia 08 de junho, e as inscrições para a nossa grande Festa encerrar-se-ão no dia 1º de setembro do corrente ano. Esse é o prazo máximo que conseguimos para comunicar ao Buffet o número final dos participantes da festa. Não deixem para fazer o depósito nos últimos dias; quanto mais cedo tivermos idéia da afluência à festa, maior a nossa chance de uma organização melhor e mais bem preparada.
Por enquanto, apenas quatro pessoas, entre as já contatadas, não possuem endereço de e-mail. Para essas vou encaminhar o convite impresso, por correio; para tanto, vou precisar dos seus endereços. A seguir, os nomes que não possuem endereço de e-mail; quem souber dos seus endereços domiciliares, por favor, enviem-nos a mim, logo que possível:

Beatriz Boeira;
Ester Maria Boeira Toigo;
Júlia Amélia Hirt Moreira;
João Carlos Hirt Moreira;

Para quaisquer dúvidas que tenham, lembrem que contamos com a nossa lista de discussão copa-50-anos-depois@googlegroups.com; usem-na o quanto quiserem para saná-las.
A partir de hoje, segunda-feira, 07/06/2010, o nosso blog http://www.joaozinhomoura.blogspot.com/
já está contando com uma seção especial relativa ao nosso grande evento. Infelizmente, a seção não está abrindo corretamente para quem usa o "browser" Internet Explorer que, aliás, é o meu caso. Já sei que com outros "browsers" ela está abrindo direito. De qualquer maneira já estamos providenciando a correção do problema. Se alguém puder ajudar com sugestões, sinta-se em casa para nos falar. Nessa seção temos a divulgação completa da festa, a contagem regressiva dos dias que faltam, a localização do Centro Espanhol em mapa etc... Não deixem de visitar o blog e acompanhar os desdobramentos.
Uma outra coisa muito importante. Estamos chegando na hora da verdade! Não devemos continuar confiando apenas na Comissão Organizadora para os contatos com os amigos do COPA. Os amigos já contatados têm total liberdade para buscar amigos que ainda não foram contatados. Há muita gente que ainda não contatamos e, possivelmente, muitas pessoas que nem sequer conseguimos nos lembrar. Para isso, contamos muito com vocês, que já fazem parte do nosso grande grupo. Para ajudar nessa busca, vou providenciar, também para segunda-feira, uma relação de amigos ainda não contatados, seja por falta absoluta de coordenadas, seja porque ainda não tivemos tempo hábil para fazê-lo. E mando essa lista como anexo de uma nova mensagem. Precisamos, nesse momento, unir nossas forças para fazer da nossa sonhada festa, um estrondoso sucesso!

Não esqueçam de continuar enviando fotos para os nossos dois álbuns “Fotos do COPA” - http://picasaweb.google.com.br/nsfazambuja/FotosDoCOPA# - e “Álbum dos Amigos do COPA” - http://picasaweb.google.com.br/nsfazambuja/AlbumDosAmigosDoCOPA?authkey=Gv1sRgCInpqqqQoI_FLQ#. Fotos antigas, fotos atuais, fotos para montagem, o que quiserem enviar, para que possamos publicar tornando todos mais conhecidos de todos.

Caros Amigos, desta vez é isso! Vamos às reservas. Queremos encher o salão contratado! Divulguem e prestigiem!
Um grande abraço a todos,
Nelson.